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LEVANTE - Mentha viridis L.

Descrição : Originária da Europa e África, também conhecida como alevante, elevante e hortelã-silvestre. Planta herbácea rizomatosa ( caules subterrâneos ) que emite haste quadrangular de coloração verde ou arroxeada; folhas de arona característicos; flores com corola pequena e violácea.

Propriedades : Calmante, vermífugo, antiespasmódico e anti-helmítico.

Indicações : Calmante, vermífugo, antiespasmódico e anti-helmítico. Também é usada como aromatizante da cerveja.

Principios Ativo : óleo essencial contendo mentol, vermífugo e calmante.

Modo de Usar : Infusão de 10 gramas da planta seca em 1 litro de água. Tomar 2 a 3 xícaras de chá ao dia.

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso.

JAMBOLÃO

Nome Botanico: Eugenia jambolana Lam
Familia: Mirtáceas

Descrição : Arvore de até 10 m de altura de copa ampla, muito ramificada. Folhas lisas e brilhantes. Flores creme ou brancas. Seu fruto é ovóide de cor roxo-avermelhada, quase negra. É também conhecido como jamelão.

Propriedades : antidesentérica, anti-hemorrágica e anti-diabética.

Indicações : Sua semente moída fornece um chá para diabetes. A casca é anti-hemorrágica.

Principios Ativos : Eugenol, jambosina, antimelina, limoneno, cariofileno, homuleno, ácido gálico e taninos

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso.

INHAME SELVAGEM - WILD YAM

Nome Botanico: Dioscorea villosa L
Familia:

Descrição : O Inhame Selvagem ou “Wild Yam”, como se conhece em inglês, é uma planta que se encontra distribuída em diversas zonas tropicais do planeta.Existem mais de 150 espécies diferentes, no entanto, a maioria difere quanto ao conteúdo e à quantidade de princípios activos.

Propriedades : Alterações femininas, tais como Síndrome pré-menstrual, menopausa e tensões nos seios.

Indicações : Wild Yam tem sido usado por muito tempo pelos seus benefícios na saúde da reprodução da mulher, incluindo a síndrome pré-menstrual e problemas da menopausa. Os fito-nutrientes no wild yam são um bom cumprimento para estimular os aumentos no tamanho do peito. Wild Yam contém disogenina, um precursor parecido com a progesterona que é conhecido por ser útil para aliviar os sintomas da menopausa como os fogachos. Por muitos anos, problemas femininos específicos como menstruação irregular e dolorosa, desequilibro hormonal feminino e cólicas menstruais têm respondido bem ao Wild Yam.

Principios Ativos : Diosgenina e beta-caroteno.

Toxicologia : Não deve ser usado por quem tem hipertensão.

HIBISCUS - Hibiscus sabdariffa Lineo

Descrição : Conhecido popularmente como hibisco, hibiscus, cardadé, té de Jamaica (em espanhol); red sorrel ou jamaica sorrel (inglês); carcade (italiano) ou roselle (francês), é um subarbusto anual das Malváceas com cerca de 2 m de altura, bastante ramificado na base, talos arroxeados, robustos e folhas caulinares trilobadas. Tem mucilagem, antocianinas (hibiscina, cianidina, delfinina), pigmentos flavônicos, ácido tartárico, málico cítrico e hibístico, fitosteróis (sitosterol, campestrol, ergosterol, estigmasterol).

A mucilagem o faz demulcente e útil em constipações e irritações de vias respiratórias. Os flavonóides lhe dão propriedade espasmolítica( intestinal), colerética, hipotensora e diurética. Há trabalho mostrando que a flavona gosipetina inibe a com versão de angiotensina I em II.

Também abaixa a taxa de lipídeos totais no sangue. As antocianinas = efeito vasodilatador.

O povo o usa como diurético, colerético, laxante e antiespasmódico.

O gênero hibiscus compreende 200 espécies de plantas anuais, perenes, arbustos e árvores que formam parte da flora tropical e subtropical.
O Hibiscus sabdariffa, em geral, é anual e alcança em média uma altura de 2 a 3 m. As folhas inferiores são ovaladas e simples, ao passo que as superiores tomam uma forma lobulada.

Os talos terminam em um ralo ramo de flores de um amarelo pálido, rosa arroxeado ou púrpurea. A espécie típica tem flores amarelas, existindo o cultivar "Albus" de flores brancas e outras com ramagem verde.

Quando terminam a floração estas formam um cálice vermelho e carnoso. O cálice contém uma quantidade de pigmentos vegetais e ácidos e se usa como bebida popular e refrescante.

O conjunto de cálice e corola formam a parte mais importante da planta, que popularmente é chamado de fruto, que é uma cápsula oval, com 5 lóbulos, revestida de pelos finos e picantes, contendo no interior várias sementes.

Colhem-se as folhas e as flores, sendo que para consumo, deve-se extrair somente o cálice das flores.

Usado na forma de chás dão um colorido especial e um sabor muito bom. Um específico efeito medicinal ainda não é comprovado. Mas vale lembrar que este hibisco não é o hibisco ornamental tão comum no Brasil.

Propriedades : Demulcente,colerética, hipotensora, diurética, colerético, laxante, antiespasmódica, adstringente, expectorante, protetor da mucosa estomacal, digestivo, fluidificante do suco bilia

Indicação : Constipações e irritações de vias respiratórias

Principios Ativo : Mucilagem, antocianinas (hibiscina, cianidina, delfinina), pigmentos flavônicos, ácido tartárico, málico cítrico e hibístico, fitosteróis (sitosterol, campestrol, ergosterol, estigmasterol)Digestivo estomacal, refrescante intestinal, diurético,protetor da mucosa(bucal,bronquial e pulmonar)

Modo de Usar : Em uma xícara (chá) coloque 1 colher (sopa) de flores (cálices) picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) de 1 a 3 vezes ao dia. Podem ser acrescentadas algumas gotas de limão.
Fluidificante do suco biliar, digestivo estomacal, refrescante intestinal
Coloque 3 colheres (sopa) de folhas (cálices) picadas em meio litro de vinho branco seco. Deixe em maceração por 8 dias, agitando de vez em quando e coe. Tome 1 cálice antes das principais refeições.

Protetor da mucosa (estomacal e intestinal) Coloque 1 colher (chá) de flores (cálices) picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, abafe por 10 minutos, espere amornar e coe. Tome 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia.

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve começar sem orientação médica.

GUARANÁ - Paullinia cupana Kunth

Descrição : As sementes do guaraná contém 2,6-7,0 % de cafeína, além de quantidades menores de outros alcalóides com o núcleo de purina (teofilina, teobromina e outros). Foram também isolados taninos ( + - 12%), catequina, amido, gorduras, resinas, saponinas, mucilagem, pigmento vermelho e colina.

As propriedades estimulante e adstrigente do guaraná são devidas ao seu alto teor de cafeína e taninos (Leug, 1980, Herman, 1982).

Quem primeiro estudou o guaraná foram os alemães em 1940. A sua origem faz parte do folclórico indígena da Amazônia.

Propriedades : Tônico estomacal, energético, afrodisíaca, aperiente, dispepsia, flatulência, diarréia, gases e prisão de ventre

Indicação : O Guaraná é empregado como potente fator energético. Confere ao organismo ação vitalizante de bem estar. O seu uso diário é um preceito de complemento e higiêne alimentar, estimula as funções cerebrais, aumentando a capacidade intelectual.

Experiências demonstraram que datilógrafos foram mais rápidos e tiveram insignificantes números de erros quando fizeram o uso deste suplemento alimentar que é por excelência um fármaco-terapêutico.

É tido ainda como tônico estomacal, despertando o apetite, prevenindo e curando perturbações gastro-intestinais, como dispepsias, flatulências, diarréias, gases e prisão de ventre.

Com seu uso diário a defesa orgânica se exalta e age contra os elementos causadores dos disturbios fisiológicos. É estimulante mas não leva à excitação, não alterando o ritmo normal do coração, remoçando o organismo e estabilizando a temperatura corporal.

Faz restabelecer também as funções sexuais, chegando a ser considerado afrodisíaco por aqueles que dele fazem uso.

Principios Ativo : Cafeína, óleo fixo, resina, ácidos, amido, tanino, saponina, teofilian, alantoína.

Modo de Usar : Usa-se de preferência antes do desjejum ou antes de iniciar qualquer esforço físico ou mental. Um colher de chá em meio copo de água. Deve-se misturar bem o guaraná com açúcar antes de adicionar a água. Uma a duas cápsulas duas vezes ao dia.

Referência: O pó de guaraná é um produto comercial encontrado em farmácias. O texto foi extraído de um desses produtos. Março, 2004.

10g ao dia, em infusão ou decocção. Ou uma colher de sopa do fruto em infusão, duas vezes ao dia.

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve começar sem orientação médica.

GRAVIOLEIRA

Nome Botanico: Annona muricata L.
Familia: Anonáceas

Descrição : Árvore de tronco reto e casca lisa, de folhas grandes, lanceoladas e de fruto grande e coberto de bicos tênues.

Propriedades : Adstringente, colagoga, digestiva e vermífuga, antidiarréicas e antiinflamatórias.

Indicações : Em cataplasma são antiinflamatórias. Suas flores são peitorais e febrífugas. É recomendada aos hipertensos, obesos, cardíacos e diabéticos.

Principios Ativos : Proteínas, lipídios, vitaminas B e C, sais minerais.

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso.

GINSENG - Panax ginseng

Descrição : O ginseng (Panax sp.) é uma planta utilizada na medicina chinesa há milhares de anos para incrementar a longevidade e a qualidade de vida. O Panax ginseng é a espécie mais estudada e disponível comercialmente dessa planta. Outra espécie, Panax quinquefolius (ginseng americano), é cultivada no meio-oeste dos EUA e exportada para a China.
A parte medicinal da planta é a sua raiz de crescimento lento, colhida após quatro a seis anos, quando seu teor global de ginsenosídeo - o ingrediente ativo principal do ginseng - atinge o máximo. Existem treze ginsenosídeos ao todo. O Panax ginseng também contém panaxanos, substâncias que podem reduzir os níveis de açúcar no sangue (glicose) e polissacarídeos, moléculas complexas de açúcar que fortalecem o sistema imunológico. O ginseng "branco" consiste simplesmente na raiz desidratada, enquanto o ginseng "vermelho" consiste na raiz aquecida no vapor e desidratada.
Sabe-se que o ginseng melhora na atuação da corrente sangüínea, fazendo assim uma melhora nas atividades físicas e mentais.
Pesquisadores acreditam que a atuação do ginseng com a vacina anti-gripe melhora a imunidade do sistema contra a mesma.
Algumas pessoas acreditam que o ginseng também melhora o desempenho sexual, atuando numa rígida ereção. Esta última ainda sem comprovação científica.

Propriedades : afrodisíaco, antidepressiva, antiinflamatória, antioxidante, bioestimulante, depurativo, diurético, estimulante, fortificante, hemostático, hipocolesterolêmica, hipotensora, revitalizante, tônico.

Indicações : afecção do fígado, afrodisíaco, anemia, bioestimulante, câncer no pulmão, cansaços, capacidade aeróbica, colesterol alto, convalescença, coração, debilidades, deficiência de libido e erecção, depressões, depurativo, diabete tipo 2, disfunção de erecção, diurético, doenças de pele, epilepsia (em combinação com bupleurum, raiz de peony, raiz de pinellia, casca de cassia, raiz de gengiber, jujube fruit, raiz de solidéu asiático e raiz de licopódio), fadiga crônica, falta de energia e de concentração, fígado, fortificante, fraquezas, função imunológica, gripe e resfriado comum/dor, ferida e inflamação na garganta, hemorragias, HIV (AIDS), impotência sexual, indisposições, infecção, infertilidade masculina (3 meses de uso), melhorar a performece atlética, melhorar a vitalidade mental e física, memória, menopausa, pressão alta, próstata, reumatismo, revitalizante, stress, tônico geral.

Modo de Usar : Caso compre sob a forma de comprimidos usar 1 cápsula ao dia, pela manhã. O tratamento contínuo não deve ser superior a 3 meses.

Toxicologia : hipersensibilidade ao ginseng ou aos seus componentes. Doenças agudas, hemorragia, hipertensão, períodos agudos de trombose coronária, hiperestrogenia, taquicardia, insônia, síndromes febris. Gravidez e lactação, glomerulonefrite, indíviduos tensos, nervosos, energéticos, histéricos, maníacos ou esquizofrênicos. Indivíduos que fazem uso de estimulantes, drogas antipsicóticas, tratamentos hormonais.

GERÂNIO-AROMÁTICO - Pelargonium graveolens L´Hérit

Descrição : Planta mais utilizada para extração de óleos essenciais. Subarbusto de 0,80 a 1m de altura, muito ramificado com caule pubescente. As folhas são simples, alternas, palmatilobadas, com 3, 5 ou 7 lóbulos recortados, verde-claras e aromáticas. Na face inferior de um verde mais claro com nervuras salientes. As flores são rosadas ou purpúreas.

Propriedades : Externamente, como adstringente

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve começar sem orientação médica.

GATÁRIA

Nome Botanico: Nepeta cataria
Familia: Labiadas

Descrição : Também conhecida como erva-gato, é uma planta vivaz que atinge de 20 a 60 cm de altura. De flores rosadas ou amareladas, toda ela exala cheiro de hortelã.

Propriedades : Antiespasmódicas, antidiarréicas, carminativas e peitorais.

Indicações : Combate diarréias e cólicas que as acompanham. É indicada também no caso de catarro brônquico e na eliminação de gases intestinais.

Principios Ativos : Óleo essencial (timol e carvacrol), cetonas e terpenos.

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso.

FOLHA-DA-FORTUNA - Bryophyllum pinnatum

Descrição : Planta da família das Crassulaceae, Originária da África, planta sublenhosa, perene, carnosa, 1,5 de altura; caule de cor mais clara e os demais avermelhados; flores hermafroditas, tubulosas, penduladas, verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas.

Propriedades : emoliente, cicatrizante, antiinflamatória.

Indicações : Coqueluche e demais afecções do aparelho respiratório. Tratamento de úlceras e gastrites. Furúnculos, queimaduras.

Principios Ativo : mucilagens, taninos, ácidos gástricos, sais minerais e glicosídios.

Modo de Usar : Cataplasma - aquecer a folha e colocar sobre o local afetado no caso de furúnculos, em queimaduras ou outros ferimentos fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada. Suco - bater no liquidificador 1 folha com 1 xícara de chá de água. Tomar 2 vezes ao dia, entre as refeições.

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso.

FEL-DA-TERRA

Nome Botanico: Centaurium umbellatum Gilib.
Familia: Gencianácias

Sinonimos - entáurea-menor, cháporrete, planta-da-febre.

Partes Utilizadas - Sumidades florais.

Descrição : Herbácea de folhas alongadas e flores cor-de-rosa.Atinge até 50cm de altura. É também conhecida como centáurea-menor, cháporrete, planta-da-febre.

Propriedades : Tônico estomacal, colerético, hipoglicemiante, laxante, febrífuga e cicatrizante.

Indicações : Combate úlceras, feridas, eczemas e chagas. Reduz o nível de glicose no sangue.

Principios Ativos : Princípios amargos do tipo glicosídeos.

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso.

ESTRAGÃO

Nome Botanico: Artemísia dracunculus L
Familia: Compostas

Partes Utilizadas - Folhas e flores.

Descrição : Planta aromática de folhas lanceoladas e flores amareladas, que se agrupam em capítulos esféricos e pequenos.

Propriedades : É aperitiva digestiva, carminativa, antiséptica do tubo digestivo, vermífuga e emenagoga.

Indicações : É indicada em casos de inapetência, digestão lenta ou difícil, flatulência, fermentação e parasitos intestinais. É tempero muito usado na culinária.

Principios Ativos : Toda planta contém 1 óleo essencial rico em estragol.

Toxicologia : O uso da essência em demasia, produz forte excitação do sistema nervoso.

ESCAMÔNEA MEXICANA - Ipomoea orizabensis(Pellet.) Ledenoix ex Steud

Propriedades : Purgante muito potente, planta considerada venenosa

Principios Ativo : Resina com efeito muito purgativo

Toxicologia : Planta considerada tóxica, sendo o seu uso estritamente recomendado por um médico. Jamais usar partes desta planta para uso em infusões ou decocções.

ANIS

Nome Botanico: Pimpinella anisum
Familia: Umbelíferas

Sinonimos - erva-doce

Partes Utilizadas - Frutos.

Descrição : Planta aromática muito usada pela indústria alimentícia.

Propriedades : Diurética e expectorante.

Indicações : O chá adocicado de sabor agradável é usado para combater a cólica e os gases intestinais.

Principios Ativos : Óleos essenciais. Seus principais produtos são o anetol e outras substâncias curativas.

EQUINÁCEA - Echinacea purpurea DC

Descrição : Trata-se de uma erva perene, com altura média de meio metro. Raiz axonomorfa, talo delgado, aveludado. Folhas ásperas, lanceoladas ou lineares, opostas, inteiras, com largura entre 7,5 e 20 cm.

Inflorescência solitária sobre um pedúnculo terminal, com pétalas radiais de 3 cm de largura, nas cores rosa purpúrea ou branca e com pétalas discóides eretas, de 3 cm de largura e de cor púrpura. Florescem desde meados do verão até o princípio do outono (Gruenwald et al., 2000)

Propriedades : Imunomoduladora; antiinflamatória; atividades sobre as vias respiratórias; antiinfecciosa; antioxidante.

Indicação : Tratamento ou prevenção de infecções do trato respiratório superior; para uso tópico, apresenta atividade bacteriostática e fungistática sobre o Trichomona vaginalis e Candida albicans; sinusite.

Principios Ativo : A composição química varia de uma espécie de equinácea para outra. Glicosídeos do ácido fenilcarbônico: equinaceína, cinarina e equinacosídeo (formado por glicose, ramnose, ácido cafeico e benzocatequina-etil-álcool); resinas, contendo ácidos graxos (oléico, linolênico, cerotínico e palmítico) e fitoesteróis; óleos essenciais na parte aérea: humuleno, burneol, burnil acetato, germacreno D, cariofileno, canferol; mucopolissacarídeos ou heteroglicanos: arabinose, xilose, galactose e ramnose; alcalóides pirrolizidínicos: tussilagina e isotussilagina; polissacarídeos: inulina, betaína; minerais: zinco e enxofre; equinolona; ácido chicórico (presente nas folhas e nas raízes); triterpenos; ácidos orgânicos: clorogênico e isoclorogênico; flavonóides; taninos; vitaminas: timina e riboflavina.

Modo de Usar : O termo equinácea vem do grego e significa ouriço, em alusão à forma pontiaguda das brácteas. Era utilizada pelos índios nativos americanos, que a chamavam de ek-ih-nay-see-uh, para tratar ou prevenir doenças infecciosas e tumorais, e também para neutralizar os efeitos tóxicos de mordidas de serpentes ou animais venenosos. Os índios Sioux foram os primeiros que reconheceram na equinácea seu uso como antídoto contra a raiva, muito tempo antes de Pasteur.

Os nativos Meskwakis utilizavam a raiz ralada como antiespasmódico e os Cheyennes a mastigavam como parte do ritual da Dança do Sol. Nas culturas indígenas e dos primeiros colonizadores americanos, a planta era fumada para combater cefaléias (dores de cabeça), sendo sua fumaça soprada nas narinas de cavalos enraivecidos com a finalidade de acalmá-los.

Os feiticeiros lavavam as mãos com o suco de equinácea antes de mergulhá-las em água fervente. Índios da tribo winnebago utilizavam a equinácea antes de colocar um carvão em brasa na boca. A raiz mastigada era utilizada, também, para as dores de dentes, aumento de gânglios, como na caxumba e seu suco era aplicado sobre queimaduras e feridas. Foi introduzida na Inglaterra em 1.699, cujos colonos adotaram como remédio para quadros gripais e resfriados.

Em 1.890, a Lloyd Brothers tornou-se a primeira companhia norte-americana a exportar a equinácea para o mercado europeu. No final daquele século, a Farmacopéia Norte-americana considerou a tintura de equinácea um imunomodulador.

Na década de 30, Gerhard Madaus (fundador do Laboratório Dr. Madaus & Co. da Alemanha), em visita aos Estados Unidos, interessou-se pela planta e levou diversas sementes para iniciar um cultivo em seu país. As sementes adquiridas de uma empresa em Chicago eram de Echinacea purpurea Moench, razão pela qual existem inúmeros estudos desta espécie naquele país (Foster, 1999).

O gênero Echinacea, conhecida como "antibiótico natural", contendo como espécies conhecidas a Echinacea pallida (Nutt) Britt., Echinacea purpurea Moench e Echinacea angustifolia DC, é o mais estudado e utilizado como imunoestimulante. É uma planta originária da América do Norte, mas cujos maiores estudos vêm da Alemanha, país onde o uso de plantas medicinais é o maior do mundo. A Austrália também se encaixa entre os grandes consumidores de Echinacea.

Toxicologia : Tem havido algumas confusões quanto às contra-indicações e aos efeitos colaterais listados nas monografias, principalmente no que diz respeito as preparações injetáveis. As contra-indicações para preparações de equinácea em casos de HIV positivo ou de SIDA, tuberculose, leucose, colagenose, esclerose múltipla, têm sido mal interpretadas ao afirmar que o uso da equinácea pode exacerbar tais condições.

DIDAL - Lafoensia pacari St. HIL

Descrição : O documento original foi publicado na Revista NEOgrafias (Campo Grande, MS). Veja no final a referência completa. As fotos foram retiradas do trabalho de Vânia Tonello, referência 60 no final desta página. Possui distribuição geográfica na América do Sul e América Central sendo endêmica no cerrado brasileiro.Nesse local, pode atingir de 3 a 30 m de altura ocorrendo, principalmente, em formações secundárias como capoeiras e capoeirões com dispersão ampla, porém, descontínua, nunca formando grandes populações (GUARIM; PRANCE, 1994). Por ser nativa no cerrado demonstra ser adaptada às condições físicas desse solo, no entanto, as condições ambientais em que se encontra refletem nas variações de altura ocasionando menor desenvolvimento dos espécimes de cerrado (GUARIM; PRANCE, 1994; TONELLO, 1997).

Propriedades : Antioxidante, antitumoral, anti-úlcera gástrica.

Indicação : Úlcera gástrica, gastrite, ferimentos, inflamação do útero, transtornos da vesícula biliar, emagrecimento e urticária. Vários levantamentos etnobotânicos registram o uso medicinal de sua casca nos Estados de MT e MS (comunidades de Santo Antônio do Leverger, Alto Coité/ Poxoréu, Baús/ Acorizal, Santo Antônio do Livramento, Rio Branco e entre os raizeiros de Campo Grande e Cuiabá). Nessas regiões é empiricamente conhecida como mangava-brava, candeia de caju, copinho, dedal, didal, dedaleira, pacuri, dedaleira-amarela, louro-da-serra, mangabeira-brava, pacari, pacari-do-mato, pacuri e pau-de-bicho sendo que, nos Estados de MT e MS, prevalecem os nomes mangava-brava e dedaleira, respectivamente (ARRUDA, 1994; SOMAVILLA, 1998; GONÇALVES, 1999; DE LA CRUZ, 1997; RESENDE et al., 2003). Solon et al. (2000) registram o emprego medicinal dessa droga vegetal no oeste do Paraguai, onde é conhecida como "morosyvó" e empregada oralmente (decocto) para o tratamento de câncer.

Principios Ativo : Ácido elágico, taninos.

Modo de Usar : O uso medicinal é amplo com destaque sobre o macerado aquoso para o tratamento da úlcera gástrica e gastrite. Sua utilidade também é registrada para ferimentos, inflamação do útero, transtornos da vesícula biliar, emagrecimento e urticária (GUARIM; PRANCE, 1994; DE LA CRUZ, 1997; TONELLO, 1997; SOMAVILLA, 1998; SOLON, 1999). Nas indicações de uso oral sugere-se a maceração em água ou vinho, com consumo periódico enquanto persistir o quadro patológico (DE LA CRUZ, 1997; TONELLO, 1997).

Toxicologia : Não encontrada até o momento, porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve começar sem orientação médica. Lago (2004), em trabalho recente, buscou verificar o grau de toxicidade aguda e subcrônica das preparações medicinais caseiras (decocto e macerado aquosos) realizadas com a entrecasca de L. pacari. Conforme esse autor, a DL50 avaliada em ratos Wistar não foi alcançada na dose máxima de 5000 mg/kg sugerindo que tanto o macerado quanto o decocto não são capazes de causar danos ao usuário se soluções concentradas forem ingeridas em dose única. Quanto à toxicidade subcrônica dos extratos em diferentes concentrações, o autor afirma ter evidenciado algumas alterações bioquímicas decorrentes, provavelmente, de lesão hepática. Entretanto, também declara ser necessário reproduzir o experimento para obter resultados conclusivos.

CURARE - Ptychopetalum Olacoides Bentham

Descrição : O Curare não é uma erva em si, mais uma mistura de ervas guardada em sigilo pelos índios e usada na ponta das flechas como veneno para imobilizar a presa. Foi patenteado pelos EUA na década de 40 e é usado na produção de relaxante muscular e anestésico cirúrgico. O Curare é uma droga paralisante usada em pequenas doses para relaxamento muscular, derivada de vários alcalóides pricipalmente da curarina e da tubocurarina. Grande parte dos seus princípios ativos vem de plantas do géneros Strychnos (o mesmo de plantas de outros continentes usadas para a produção da estricnina) e Chondrodendron.

Propriedades : É um potente bloqueador da musculatura estriada, atuando como antagonista competitivo da acetilcolina, pois compete com a Ach pela ligação aos receptores nicotínicos (de Ach) da placa terminal. Assim, ao bloquear os receptores de Ach, esses receptores não sofrem despolarização, e consequentemente não se abrirão para a entrada de íons sódio para o interior da fibra, que iriam desencadear numa alteração local da membrana da fibra muscular, chamado potencial da placa motora, que por sua vez, desencadeiaria um potencial de ação na membrana muscular, gerando a contração do músculo.(William L.Wuicik)

Indicações : Se você conseguir essa poção de alguma forma, livre-se dela pois é um veneno mortal.

Modo de Usar : Não deve ser usada por pessoas sem preparação, somente por deve ser manipulado por técnico especializado com a devida formação.

Toxicologia : É um preparo totalmente tóxico, não deve ser usado por leigos e pessoas despreparadas. Não tente fazer isso em casa e usa-lo no tratamento de alguma enfermidade. Se nescessitar por algum motivo do uso desse preparo, procure uma pessoa qualificada para isso, de preferência um farmacéutico ou bio-químico.

CRATAEGUS - Crataegus oxyacantha L

Descrição : Estes arbustos, apesar da idade avançada que podem atingir (cerca de 500 anos), dos seus espinhos e da sua madeira extremamente dura, continuam a ser um símbolo de beleza e fineza. Contudo, era da sua madeira dura como o ferro que antigamente se cortavam os cepos dos suplícios. Foram encontrados vestígios de caroços, em ruínas de cidades remotas, comprovando que na Pré-História era usado como alimento. Os frutos vermelhos do pirliteiro são, desde há muito tempo, utilizados pelas suas aplicações diuréticas e adstringentes. Recentemente, médicos americanos puseram em evidência a sua poderosa acção cardíaca.

Componentes: Pigmentos flavónicos, aminas, derivados terpénicos, histamina, tanino e vitamina C.

Propriedades: Adstringente, antiespasmódico, diurético, febrífugo, hipotensor.

Indicações: Ansiedade, angústia, sono e nervosismo.

COPO DE LEITE - Zantedeschia aethiopica Spreng

Descrição : Da Família: Araceae. Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng. Nome popular: copo-de-leiteParte tóxica: todas as partes da planta

Propriedades : Oxalato de Cálcio

Indicações : Puramente ornamental

Tratamento: Evitar lavagem gástrica ou êmese.
Tratamento sintomático: Demulcentes (leite, clara de ovo, azeite de oliva,
bochechos com hidróxido de alumínio),
Analgésicos e antiespasmódicos.Anti-histamínicos. Corticóides em casos graves.
Contato ocular: Lavagem demorada com água corrente, colírios antissépticos. Oftalmologista.

Toxicologia: Irritante mecânico por ingestão e contato (ráfides).
Dor em queimação, eritema e edema (inchaço) de lábios, língua, palato e faringe.
Sialorréia, disfagia, asfixia.
Cólicas abdominais, náuseas, vômitos e diarréia.
Contato ocular: irritação intensa com congestão, edema, fotofobia. Lacrimejamento.

COMIGO NINGUEM PODE - Dieffenbachia picta Schott

Descrição : Da Família: Araceae. Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng. Nome popular: copo-de-leiteParte tóxica: todas as partes da planta

Propriedades : Oxalato de Cálcio

Indicações : Puramente ornamental

Tratamento: Evitar lavagem gástrica ou êmese.Tratamento sintomático: Demulcentes (leite, clara de ovo, azeite de oliva, bochechos com hidróxido de alumínio),Analgésicos e antiespasmódicos.Anti-histamínicos. Corticóides em casos graves.Contato ocular: Lavagem demorada com água corrente, colírios antissépticos. Oftalmologista.

Toxicologia: Irritante mecânico por ingestão e contato (ráfides).Dor em queimação, eritema e edema (inchaço) de lábios, língua, palato e faringe. Sialorréia, disfagia, asfixia. Cólicas abdominais, náuseas, vômitos e diarréia.Contato ocular: irritação intensa com congestão, edema, fotofobia. Lacrimejamento

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O blog está passando por reformulações para melhor colocação nos motores de busca. Por essa razão, haverá dias em que o contador apontará poucas visitas, mas isso tudo faz parte da reforma. Pedimos deculpa pelos transtornos e agradecemos pela compreensão e pela visita. Continuem apreciando nosso blog!!!

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